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sábado, 12 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Mais tendências para 2011
Essa semana fiz um post sobre um vídeo da JWT com principais tendências para 2011. Tem saído muita coisa na mídia sobre esse assunto, afinal informação é tudo né e prever o que vai bombar melhor ainda. Mas às vezes, algumas coisas surgem do nada, de algum fator aleatório, de alguém que resolveu usar simplesmente um elemento de forma diferente. Ou outras tendências que todos diziam que iam acontecer, simplesmente não vingam, não adianta forçar a barra, é a moda da rua que decide o que rola ou não.
As empresas precisam ser habilidosas na detecção de novas tendências, inúmeras oportunidades de mercado emergem do macroambiente em constante mudança. Investidores e empresas devem prestar atenção constante ao que ocorre em cada um dos cinco principais componentes do macroambiente (e hoje não se pensa mais em pais, mas na aldeia global):
1. tendências demográficas
2. tendências econômicas
3. estilo de vida
4. tecnologia
5. política/regulamentações
Para mostrar melhor o que vem por aí, a lista do Trendhunter é ótima:
As empresas precisam ser habilidosas na detecção de novas tendências, inúmeras oportunidades de mercado emergem do macroambiente em constante mudança. Investidores e empresas devem prestar atenção constante ao que ocorre em cada um dos cinco principais componentes do macroambiente (e hoje não se pensa mais em pais, mas na aldeia global):
1. tendências demográficas
2. tendências econômicas
3. estilo de vida
4. tecnologia
5. política/regulamentações
Para mostrar melhor o que vem por aí, a lista do Trendhunter é ótima:
20. Publicidade projetada
As projeções tem baixo custo relativo e são altamente virais.
As projeções tem baixo custo relativo e são altamente virais.
19. Varejo interativo
Sacolas com mensagens interativas, cardápios em iPad e presença proativa nas redes sociais são exemplos de como o varejo tenta se adaptar ao consumidor que interage com a comunicação.
Sacolas com mensagens interativas, cardápios em iPad e presença proativa nas redes sociais são exemplos de como o varejo tenta se adaptar ao consumidor que interage com a comunicação.
18. Caridade transviada
ONGs e instituições envolvidas com ações de caridade estão usando cada vez mais um estilo de “shockvertising” para apelar às almas caridosas. Anúncios sexualizados e mensagens cada vez mais impactantes tendem a ser mais freqüentes no ano que vem.
ONGs e instituições envolvidas com ações de caridade estão usando cada vez mais um estilo de “shockvertising” para apelar às almas caridosas. Anúncios sexualizados e mensagens cada vez mais impactantes tendem a ser mais freqüentes no ano que vem.
17. Moda Tecnológica
Celulares-brincos, celulares-relógios, pulseiras-relógio-holográficas, casacos-players e tudo mais acessório-tecnológico possível.
Celulares-brincos, celulares-relógios, pulseiras-relógio-holográficas, casacos-players e tudo mais acessório-tecnológico possível.
16. Marcas revertidas
A pessoas de hoje, as marcas de hoje, mas como se fossem de antigamente. Como ícones culturais, muitas marcas e até mesmo consumidores estão buscando suas raízes “retrô” para satisfazer aquela criança que existe dentro de cada um.
A pessoas de hoje, as marcas de hoje, mas como se fossem de antigamente. Como ícones culturais, muitas marcas e até mesmo consumidores estão buscando suas raízes “retrô” para satisfazer aquela criança que existe dentro de cada um.
15. Estilo local
Blogs como o The Sartorialist, que prioriza a moda “real” fotografando gente estilosa nas ruas, além de algumas marcas, estão atrás de gente como a gente. Tudo isso, é claro, bombado por fashion bloggers e redes sociais.
Blogs como o The Sartorialist, que prioriza a moda “real” fotografando gente estilosa nas ruas, além de algumas marcas, estão atrás de gente como a gente. Tudo isso, é claro, bombado por fashion bloggers e redes sociais.
14. Tempo real
As redes sociais, com promoções, aplicativos e internet mandando ver e dando a gratificação que você, cliente leal tanto quer, baseado em localização, forma de pagamento etc. Só que você não quer esperar até amanhã para ganhar seu bônus ou desconto.
As redes sociais, com promoções, aplicativos e internet mandando ver e dando a gratificação que você, cliente leal tanto quer, baseado em localização, forma de pagamento etc. Só que você não quer esperar até amanhã para ganhar seu bônus ou desconto.
13. Cubismo moderno
A forma do cubo está cada vez mais presente em aparelhos, casas, decoração e utensílios. Segundo o TrendHunter, a moda vai pegar também em Branding e no varejão.
A forma do cubo está cada vez mais presente em aparelhos, casas, decoração e utensílios. Segundo o TrendHunter, a moda vai pegar também em Branding e no varejão.
12. O melhor possível
Em um período de incertezas ambientais, o consumidor, cada vez mais consciente do que precisa e por que, não quer, necessariamente, o melhor de todos o produtos. Quer o melhor produto para ele.
Em um período de incertezas ambientais, o consumidor, cada vez mais consciente do que precisa e por que, não quer, necessariamente, o melhor de todos o produtos. Quer o melhor produto para ele.
11. Impressão tridimensional
Protótipos e até mesmo produtos finais impressos já estão se tornando realidade através da impressora 3D.
Protótipos e até mesmo produtos finais impressos já estão se tornando realidade através da impressora 3D.
10. Hiperrealismo
E você achando que a tendência é Photoshop? Na realidade é o contrário: artistas rebeldes criam pinturas usando técnicas clássicas para retratar a realidade com precisão.
E você achando que a tendência é Photoshop? Na realidade é o contrário: artistas rebeldes criam pinturas usando técnicas clássicas para retratar a realidade com precisão.
9. Telas para crianças
Alavancados pela revolução touch do iPad, novos aparelhos, aplicativos e conteúdos estão saindo do forno para saciar a nova geração interativa.
Alavancados pela revolução touch do iPad, novos aparelhos, aplicativos e conteúdos estão saindo do forno para saciar a nova geração interativa.
8. Venda democrática
O voto popular não está mais restrito à política. Consumidores votam agora em quais promoções querem ter ou quais produtos devem voltar às prateleiras.
O voto popular não está mais restrito à política. Consumidores votam agora em quais promoções querem ter ou quais produtos devem voltar às prateleiras.
7. Auto-expressão Rock Star
A cultura rock’n'roll ainda tem fôlego. Desde hotéis a moda e produtos rebeldes, vários setores ainda usam o rock para criar identidade.
A cultura rock’n'roll ainda tem fôlego. Desde hotéis a moda e produtos rebeldes, vários setores ainda usam o rock para criar identidade.
6. Kidverting
As empresas vão aonde o dinheiro está: nos pais. Para isso, cada vez mais usam os interesses dos próprios adultos para cativar os cliente babão. Mais anúncios de moda criança parecidos com os de adultos e menos estampas coloridas nas roupas.
As empresas vão aonde o dinheiro está: nos pais. Para isso, cada vez mais usam os interesses dos próprios adultos para cativar os cliente babão. Mais anúncios de moda criança parecidos com os de adultos e menos estampas coloridas nas roupas.
5. O luxo, firme e forte
Aviões com salas privativas, com tudo do bem e do melhor. Na certeza de que os muito ricos sempre existirão, as empresas de alto luxo investem mais.
Aviões com salas privativas, com tudo do bem e do melhor. Na certeza de que os muito ricos sempre existirão, as empresas de alto luxo investem mais.
4. Cultura geriátrica
Bordados, crochês e tecidos vintage estão sendo ressuscitados. A moda da geração dos nossos avós vem remodelada num tom irônico, sem perder a cara de “velho”.
Bordados, crochês e tecidos vintage estão sendo ressuscitados. A moda da geração dos nossos avós vem remodelada num tom irônico, sem perder a cara de “velho”.
3. Adaptação perpétua
Os produtos estão sempre evoluindo esteticamente, muitas vezes chegando a mudar de função. Barbie retrô, aviões de luxo e antigos gadgets de escritório são remodelados ao sabor da mudança cultural.
Os produtos estão sempre evoluindo esteticamente, muitas vezes chegando a mudar de função. Barbie retrô, aviões de luxo e antigos gadgets de escritório são remodelados ao sabor da mudança cultural.
2. Tweetonomics
De hashtags a acessórios de moda, enquanto o Twitter continuar a crescer, tudo que se utiliza de sua rede de oportunidades de negócio também crescerá.
De hashtags a acessórios de moda, enquanto o Twitter continuar a crescer, tudo que se utiliza de sua rede de oportunidades de negócio também crescerá.
1. Consumismo discreto
Seja o Starbucks disfarçando sua identidade visual nas lojas, ou a Absolut fazendo uma garrafa sem rótulo, é evidente que o consumidor está se afastando das grandes marcas. As pequenas e as locais têm uma oportunidade nesse sentimento “anti-corporação”.
Seja o Starbucks disfarçando sua identidade visual nas lojas, ou a Absolut fazendo uma garrafa sem rótulo, é evidente que o consumidor está se afastando das grandes marcas. As pequenas e as locais têm uma oportunidade nesse sentimento “anti-corporação”.
Veja o vídeo abaixo:
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quarta-feira, 30 de junho de 2010
Mulher Maravilha troca de roupa após 69 anos
Depois de 69 anos, resolveram trocar a roupa da Mulher Maravilha. Antes adepta da moda-praia, tinha em seu guarda-roupa vários modelos iguais de maiô tomara-que-caia. Agora ela está mais urbana, chique e mostra menos o corpo. Mas a nova imagem, ainda incorpora elementos de seu design original.
Ela é uma criação do artista gráfico Jim Lee, que também é co-editor da DC Comics, responsável pela publicação dos livros de história em quadrinhos da heroína. A edição Volume 1, número 600 da revista, marca também o início de uma nova temporada sob o comando do roteirista J. Michael Straczynski. Para ele, a mudança do visual é consequência da necessidade de adequar a famosa personagem aos novos tempos. "Ela veste praticamente o mesmo figurino desde que estreou em 1941. Que mulher passa esse tempo todo sem trocar de roupa?", perguntou ele.
"É uma (nova) imagem criada para ser levada a sério, como guerreira, e em parte, uma resposta às muitas fãs femininas que durante anos perguntaram como ela conseguia lutar naquela roupa, sem que os peitos pulem para fora?'", explicou Straczynski no site da DC Comics.
"Com jaqueta curtinha que pode ser fechada ou aberta, a nova roupa também tem bolsos, respondendo a outra pergunta constante das fãs: 'como ela consegue carregar qualquer coisa com aquela roupa?'."
"Ela pode usar acessórios... é uma imagem da Mulher Maravilha criada para o século 21", diz Kraczynski.A "nova" Mulher Maravilha mantém a tiara, os braceletes indestrutíveis e o laço da verdade.
Na minha opinião, ficou meio descaracterizada, ainda não simpatizei com esse novo figurino. Sem falar que ela deu uma boa turbinada né. Pra mim, ainda parece a mulher maravilha disfarçada e, com tantos bolsos, perde um pouco a graça dos super-poderes. Tem tantas coisas impossíveis nas histórias de super-heróis que é justamente isso o barato. A gente não precisa saber a resposta de tudo, a mulher maravilha era maravilha porque ela combatia o crime de maiô e ainda conseguia carregar de tudo. Então, olha como ela ficou:
Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil
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terça-feira, 29 de junho de 2010
A dança do boliche
Set de fotos da LIFE Magazine, Life Goes Bowling, com jogadores de boliche das décadas de 40, 50 e 60. Muito estilo e jogo de cintura!
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quinta-feira, 13 de maio de 2010
Bailarinas Street Style
Blog street style por aí é o que não falta. Mas o que me chamou atenção nesse foi que ele foca no estilo das bailarinas. Peraí, dança mais moda é comigo mesmo!! (veja porque aqui).
As bailarinas têm um estilo bem peculiar, elas andam de forma diferente e se comportam de tal maneira que só elas se entendem. Seja contemporâneo, moderno ou clássico, é cada um na sua, mas com muita coisa em comum.
Dá pra ver de longe quando alguém é bailarino, afinal o corpo fala. E é também através das roupas que ele se comunica e se une em "tribos" (segundo Maffesoli).
Enfim, vejam o blog!! Tá nos meus favoritos desde já. (ah, dica eu vi no Cajon de Sastre).
As bailarinas têm um estilo bem peculiar, elas andam de forma diferente e se comportam de tal maneira que só elas se entendem. Seja contemporâneo, moderno ou clássico, é cada um na sua, mas com muita coisa em comum.
Dá pra ver de longe quando alguém é bailarino, afinal o corpo fala. E é também através das roupas que ele se comunica e se une em "tribos" (segundo Maffesoli).
Enfim, vejam o blog!! Tá nos meus favoritos desde já. (ah, dica eu vi no Cajon de Sastre).
terça-feira, 4 de maio de 2010
Legging-legenda
Divertido! O comprimento da saia te define de acordo com a legging. Criado por Veinti Cuatro Dientes, que sempre cria coisinhas legais e divertidas.
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Etiqueta na pele

A Chanel anunciou que vai lançar para o público as tatuagens temporárias de seus desfiles.
A nova coleção, batizada de Le Trompe L'Oeil de Chanel Temporary Skin Ar, foi desenvolvida a partir de tatuagens desenhadas por Peter Phlips para o desfile da marca em Paris. São compostas por cinco folhas que podem ser aplicados sobre o corpo a partir de tranfer, totalizando 55 grafismos pela bagatela de U$75,00. Você pode garantir a sua a partir de fevereiro no site da marca Chanel.com.
Então é isso, agora você não precisa mais comprar uma bolsa para ostentar a marca, ela já vem destacável para você aplicar sobre a pele, você vira praticamente um produto da chanel. Temporariamente.
Depois das bolsas de correntinha se multiplicarem pela rua da alfândega, estou esperando a venda das tatoos nos camelôs, 10 por 1 real.
(fonte bluebus.com)
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Falando sobre beleza real...
Sobre o assunto beleza "real" que falei dois posts atrás, ainda há muito para falar.
Acho que o grande crescimento de blogs que tratam da moda na rua é um exemplo disso, como o Rioetc e o Sartorialist. A gente não quer mais ver só as modelos lindas e "photoshopadas" nas revistas, queremos ver pessoas normais, cheias de estilo que desfilam pela cidade. A moda da cidade também influencia e muito as passarelas! Como Érika Palomino fala em seu livro "A Moda" (leitura ótima e fundamental, para ler de uma vez só!), há uma subversão na ordem das passarelas, a moda vem da rua e a juventude tem importância enorme nisso.
"O marco zero dessa influência acontece em 1960, quando Yves Saint Laurent faz desfilar, na maison Dior, um casaco de couro de crocodilo com vison preto inspirado no look rebelde de Marlon Brando no filme O Selvagem (1954)." (pg. 45)

- os rapazes podiam não ser Marlon Brando, mas podiam usar o seu look. O cinema constrói ícones de consumo também.
"Depois, o estilista introduziria em suas coleções itens como a calça comprida, refletindo uma imagem que já estava sendo usada pelas jovens mais modernas em Londres e em Paris."
Na atualidade, além dos blogs, há uma enorme difusão de programas que acompanham as pessoas "comuns" no seu cotidiano, fazendo coisas "normais". Um programa que acompanha essas pessoas é o Esquadrão da Moda. Ele tem como pretensão pegar os cafonas e mal-vestidos que andam por aí e consertar seu visual de acordo com a opinião de especialistas em moda.
O programa é divertidíssimo, adoro, mas no fundo no fundo, ele dá um banho de loja na pessoa, mas para mudar totalmente isso já é outra história, é preciso tempo.
Falando nisso, essa semana eles tentaram pegar a Stephany e mudar suas idéias, mas foi um conflito terrível. E convenhamos, o que será da Stephany sem aquela cafonice toda? É o estilo dela! O que seria da Lady Gaga sem seus exageros? É usa imagem, sua marca!
Acho que o grande crescimento de blogs que tratam da moda na rua é um exemplo disso, como o Rioetc e o Sartorialist. A gente não quer mais ver só as modelos lindas e "photoshopadas" nas revistas, queremos ver pessoas normais, cheias de estilo que desfilam pela cidade. A moda da cidade também influencia e muito as passarelas! Como Érika Palomino fala em seu livro "A Moda" (leitura ótima e fundamental, para ler de uma vez só!), há uma subversão na ordem das passarelas, a moda vem da rua e a juventude tem importância enorme nisso.
"O marco zero dessa influência acontece em 1960, quando Yves Saint Laurent faz desfilar, na maison Dior, um casaco de couro de crocodilo com vison preto inspirado no look rebelde de Marlon Brando no filme O Selvagem (1954)." (pg. 45)

- os rapazes podiam não ser Marlon Brando, mas podiam usar o seu look. O cinema constrói ícones de consumo também.
"Depois, o estilista introduziria em suas coleções itens como a calça comprida, refletindo uma imagem que já estava sendo usada pelas jovens mais modernas em Londres e em Paris."
Na atualidade, além dos blogs, há uma enorme difusão de programas que acompanham as pessoas "comuns" no seu cotidiano, fazendo coisas "normais". Um programa que acompanha essas pessoas é o Esquadrão da Moda. Ele tem como pretensão pegar os cafonas e mal-vestidos que andam por aí e consertar seu visual de acordo com a opinião de especialistas em moda.
O programa é divertidíssimo, adoro, mas no fundo no fundo, ele dá um banho de loja na pessoa, mas para mudar totalmente isso já é outra história, é preciso tempo.
Falando nisso, essa semana eles tentaram pegar a Stephany e mudar suas idéias, mas foi um conflito terrível. E convenhamos, o que será da Stephany sem aquela cafonice toda? É o estilo dela! O que seria da Lady Gaga sem seus exageros? É usa imagem, sua marca!
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quarta-feira, 13 de maio de 2009
A cidade e suas modas

A cidade é um organismo vivo, ela é espaço de circulação constante. É o lugar onde vemos e somos vistos, onde exibimos nossos corpos e suas modas. Nosso corpo é físico, mas também conta uma história sobre nós mesmos, de onde somos, gostos, preferências. Nossa postura, jeito de andar e de falar transmitem características de onde somos. Isso quer dizer também que cada cidade comunica o seu estilo de vida e a comunicação urbana é sempre dialógica, nossas recordações e interferências também fazem parte do cenário urbano.
Quando estamos no Rio (minha cidade), por exemplo, andar de havaianas, de um jeito descolado, faz todo sentido e não nos sentidos diferentes, ao contrário, somos parte do estilo da cidade. Se viajamos para Paris (ou qualquer outra cidade), nos vestimos diferentes e é mais fácil sermos identificados como extrangeiros. Assim como também identificamos facilmente os gringos que andam por aqui, seja pelo corpo, pela vestimenta ou pelo modo de andar. Mesmo considerando o contexto de globalização e a difusão de mercadorias por muitos cantos ao mesmo tempo, cada cidade tem uma identidade própria. Aliás, nossos corpos também são diferentes. No Rio há um culto ao corpo, academia de ginástica para todos os lados, enquanto em Paris as pessoas estão mais preocupadas em como vestir esse corpo.
Esse é um breve panorama, muito mais há para falar. Um pouco de cada vez, aguarde.
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